Transporte de termolábeis: legislação e boas práticas

Transporte de termolábeis: legislação e boas práticas

O transporte de termolábeis exige armazenamento em condições seguras de temperatura e com equipamentos específicos para garantir a eficácia dos produtos. Confira!

Por conta da alta sensibilidade, os medicamentos termolábeis (sensíveis à ação da temperatura) precisam de atenção especial durante todos os processos de fabricação, transporte, recebimento, armazenamento e dispensação, pois só assim é possível garantir a manutenção da qualidade, duração e eficácia destes produtos.


Diferente da maioria dos remédios presentes em nosso cotidiano, que não possuem recomendações especiais de armazenamento e transporte, os termolábeis precisam de cuidados rigorosos neste sentido, já que eles têm propriedades físico-químicas diferenciadas. Quer um exemplo perfeito para o momento em que estamos vivendo? As vacinas, que dependem de condições específicas para que a eficácia seja preservada.



Pensando nisso, o transporte de termolábeis requer um armazenamento em condições de ambiente e, em muitos casos, em equipamentos específicos. Neste artigo, separamos algumas das principais orientações sobre o tema. Confira!

Por que o transporte é considerado a etapa mais crítica da cadeia do frio?

A cadeia do frio consiste em uma condição específica em ambiente refrigerado que serve para manter uma duração prolongada por meio da conservação por resfriamento. Quando falamos de medicamentos e vacinas esse processo de controle deve acontecer desde a saída da fábrica, passando pelo transporte até o destino final, seja em postos de saúde, farmácias, hospitais ou clínicas de vacinação.


Resumindo, trata-se de um ciclo de conservação que exige manutenção e monitoramento constantes para preservar a qualidade e eficácia do produto. Esta checagem da temperatura costuma ser feita por um profissional responsável que, ao receber um produto termolábil que precisa ser mantido entre 2º e 8ºC, por exemplo, deve conferir a temperatura no ato do recebimento e guardar imediatamente o produto em ambiente refrigerado que respeite os graus estabelecidos anteriormente.



Um relatório feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) já mostrou que o Brasil possui altos números de desperdício de remédios. Entre 2014 e 2015, o SUS jogou fora cerca de R$16 milhões em medicamentos de alto custo e os erros durante o armazenamento foram uma das causas. Além dos gastos, vale lembrar que os descuidos podem provocar alterações nas substâncias e, consequentemente, afetar a saúde dos pacientes.

O que diz a legislação sobre as boas práticas no transporte de produtos termolábeis?

Pensando em todos esses riscos, a Anvisa passou a recomendar o uso de sistemas que registram todo o controle por meio da RDC 430, regulamentação voltada para as boas práticas de distribuição, armazenagem e transporte de medicamentos e que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em outubro de 2020.


O objetivo da RDC 430 é regulamentar toda a cadeia logística e todos os procedimentos que envolvam desde equipamentos até processos e validações de sistemas informatizados dos produtos termolábeis.


Leia também: Transporte de Medicamentos: RDC 430 e a infraestrutura de transporte no Brasil


Abaixo, listamos alguns dos principais pontos abordados pela regulamentação. Veja:

Qualificação térmica

A qualificação térmica nos veículos de transporte e entrega precisa seguir todas as diretrizes impostas pela RDC 430. Este processo, inclusive, pode ser feito pela própria empresa, desde que a companhia tenha condições e siga corretamente os procedimentos.



Os veículos precisam demonstrar bom desempenho e obedecer aos critérios impostos. O próprio mapeamento térmico das rotas é uma das exigências da normativa.

Controle e monitoramento de temperatura

De acordo com a resolução, durante o transporte os medicamentos termolábeis devem ser mantidos entre 2º a 8ºC e, para os demais, entre 15º e 25ºC. As áreas de armazenagem devem ser dotadas de equipamentos e instrumentos necessários para o controle e monitoramento da temperatura e umidade.



Em tese, grande parte dos controles logísticos impostos pela Anvisa já faz parte da rotina das empresas transportadoras. Entretanto, se adequar perfeitamente à RDC e investir em tecnologias disponíveis é um diferencial relevante no mercado, pois diversas empresas ainda realizam todos os processos com um índice pequeno de confiabilidade.

A Expresso Arghi é sinônimo de excelência no transporte aéreo e rodoviário para todo o Brasil, com alta expertise em produtos farmacêuticos, incluindo os termolábeis.

FAQ

  • O que são produtos termolábeis?

    Os chamados termolábeis são produtos (incluindo os medicamentos) sensíveis à temperatura e que precisam ser mantidos sob refrigeração, geralmente entre 2ºC e 8ºC.

  • Como transportar medicamentos termolábeis?

    O transporte de termolábeis requer um armazenamento em condições de ambiente e, em muitos casos, em equipamentos específicos, com uso de instrumentos necessários para o controle e monitoramento da temperatura e umidade.

  • Qual a temperatura correta para o transporte de medicamentos?

    De acordo com a RDC 430, durante o transporte os medicamentos termolábeis devem ser mantidos entre 2º a 8ºC, e os demais entre 15º e 25ºC.

  • O que é cadeia do frio?

    A cadeia do frio consiste em uma condição específica em ambiente refrigerado que serve para manter uma duração prolongada por meio da conservação por resfriamento. Quando falamos de medicamentos e vacinas esse processo de controle deve acontecer desde a saída da fábrica, passando pelo transporte até o destino final, seja em postos de saúde, farmácias, hospitais ou clínicas de vacinação.

  • Que tipo de veículo pode transportar medicamentos termolábeis?

    Entre as exigências que a ANVISA estabelece para o transporte de medicamentos está a posse e manutenção de veículos adequados para este fim. A transportadora deve apresentar veículos isotérmicos e refrigerados registrados em seu nome e aptos para a circulação. Os veículos devem estar em boas condições, com a documentação em dia e sistemas operantes de isolamento e controle de temperatura.

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